SALMOS

"INSTRUIR-TE-EI E TE ENSINAREI O CAMINHO QUE DEVES SEGUIR; E, SOB AS MINHAS VISTAS, TE DAREI CONSELHO. NÃO SEJAIS COMO O CAVALO OU A MULA, SEM ENTENDIMENTO, OS QUAIS COM FREIOS E CABRESTOS SÃO DOMINADOS; DE OUTRA SORTE NÃO TE OBEDECEM."

SALMOS 32:8 e 9
































































quinta-feira, 19 de abril de 2012

Autenticidade nas atitudes é exemplo para os filhos

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A criança percebe a honestidade dos pais

Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal


Os filhos crescem e se tornam um espelho dos pais, por isso há a preocupação do que fazer ou falar na frente deles. É claramente perceptível que os pequenos imitam até mesmo a pose e o jeito de conversar dos genitores, imagine as atitudes?
Para a psicóloga Tatiana Ades, não adianta os pais terem muitas teorias e não agirem da mesma forma. “Para serem exemplos, eles devem atuar com autenticidade. O que vale é o filho olhar os pais agirem de maneira verdadeira e espontânea, frente as mais diversas situações.  Também não é bom fazerem de conta que agem de uma maneira quando na realidade, agiriam diferente.”
É justamente esta a preocupação da fotógrafa Isabela Kanupp, mãe de Beatriz, de dois anos e meio. “Minha maior dificuldade é em relação aos meus hábitos, pois são os piores: eu fumo e bebo. Até mesmo pelo fato de eu ter crescido em uma casa vendo minha mãe fumando ou bebendo, mesmo que com moderação, eu fico bem preocupada em relação a isso e, claro, aos poucos estou tentando mudar, justamente pelo exemplo que tenho que dar a ela.”
Tatiana explica que a família é um mini-retrato de uma sociedade na qual os filhos vivem e viverão. “Ninguém é perfeito e os pais também não precisam ser. Porém, eles devem ser sinceros e honestos, ao ponto do filho sentir segurança quanto ao seu conhecimento dos pais. Pais erram, muitas vezes são injustos (mesmo sem querer), criticam, mas devem confiar suficientemente nos filhos e conversar bastante a respeito de suas próprias atitudes, como: ‘filho, errei ao pensar’ ou ‘filho, fui injusto em tal situação’.  Os filhos querem pais  humanos que, entre erros e acertos, os respeitem, caminhem junto a eles, confiem neles e participem dos seus sentimentos, de suas alegrias, de suas frustrações.”
Em relação à autenticidade, Isabela está em primeiro lugar no ranking, ao não esconder seus defeitos de sua filha. Outras atitudes dela também podem ser exemplo para sua pequena. “Tento passar à Beatriz desde pequenas atitudes como jogar lixo no lixo, até coisas mais complexas, como determinação, tolerância e não fazer ao próximo aquilo que não gostaria de ser feito com você. E eu nunca brigo na frente dela, com qualquer pessoa que seja.”
A maturidade
O amadurecimento do filho vem com o tempo e isso tem que ser respeitado pelos pais. “Cada pessoa tem seu próprio tempo para amadurecer emocionalmente e este tempo tem que ser respeitado. O importante é que eles não deixem de viver suas próprias vidas em função de um filho que ainda vive na casa deles.  Às vezes, mesmo vivendo na casa dos pais por simples conveniência, o filho é independente. O importante é ele amadurecer, saber escolher um caminho, lutar por uma profissão e pela sua independência econômica.  Dar um passo antecipado, mandar o filho seguir o próprio caminho com medo que ele se encoste, muitas vezes é obrigá-lo a tomar um rumo sem opção”, especifica a psicóloga.
Para Tatiana, não há idade certa para o jovem sair da casa dos pais, mas ele não pode se acomodar nesta situação. “Se os pais perceberem que ele se recusa a amadurecer e ser independente por comodismo ou preguiça, eles deverão, em primeiro lugar, ter um diálogo franco com este filho e mostrar que a preocupação deles se deve às dificuldades que ele enfrentará na vida se não souber se ‘virar’.  Em nenhum momento este filho tem que sentir que é um peso, pois isso pode tornar-se uma manipulação e um objetivo para infernizar a vida dos pais.  Se a conversa não surtir efeito, então é importante uma ajuda profissional para que ele encontre seu caminho, amadurecendo e criando asas.”
Família como base
O tempo passa. A família que antes apresentava problemas de violência doméstica, por exemplo, se transformou e os pais vivem unidos e em paz.
O filho cresceu, se casou e constituiu outra família, mas com características daquela em que ele viveu na infância. Agora o problema é mostrar para o filho que ele pode e deve agir diferente com sua nova família. “Realmente, a sua origem será o retrato no qual ele se espelhará durante sua nova vida de adulto.  Ele tenderá a repetir padrões aprendidos durante seu convívio com a família.  Se o pai batia na mãe e/ou  não respeitava os filhos, será difícil para esses pais opinarem de maneira positiva sobre uma atitude sadia em uma nova família do filho.  Afinal, não foi isso que eles fizeram os filhos vivenciarem? Neste caso, a nova família precisará de ajuda para ter um relacionamento sadio e sem sofrimento”, diz Tatiana.
Esse e outros motivos evidenciam ainda mais o valor de uma família bem estruturada e equilibrada. “Este é o primeiro referencial que o filho terá. A família tem que ser composta por laços de verdadeira confiança incondicional entre seus membros, de respeito mútuo, de real honestidade, de muito diálogo, de falta de preconceitos e de pré-julgamentos.”
Para que esse convívio familiar aconteça da melhor forma, a psicóloga enfatiza a importância da atitude dos pais. “Eles precisam saber ouvir. Quando digo ouvir, quero dizer ouvir de verdade,  ouvir o que vem de ‘dentro do filho’, encorajando-o a confiar neles.”

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